Sábado, Novembro 17

Luta Socialista

Visita o sítio da Luta Socialista, corrente do Bloco de Esquerda.


"A corrente Luta Socialista tem origem no Manifesto para uma Alternativa, subscrito por duas dezenas de aderentes do Bloco de Esquerda, no âmbito do processo preparatório da V Convenção.
Na sequência do Manifesto, seria apresentada a moção Todos na Luta, em Todas as Lutas, com base na qual a Lista C viria a obter 15% dos votos na eleição para a Mesa Nacional."

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Quarta-feira, Agosto 1

Contra o acordo BE/PS em Lisboa

Nota - O carácter extraordinário do acordo BE/PS em Lisboa leva-nos ao reactivar temporário desde blog.

O anunciado acordo entre o Bloco de Esquerda e o Partido Socialista é inédito e lamentável. Saídos de uma Convenção em que foi unânime a rejeição das políticas neo-liberais do governo Sócrates, é uma completa e vergonhosa contradição que o Bloco possa negociar e concordar com o enviado do engenheiro para a gestão da Câmara de Lisboa.
Os lisboetas são portugueses. Desempregados como os outros. Funcionários públicos como os outros. Precários como os outros. Sem saúde digna como os outros. Como é possível pretender-se fazer oposição consequente a um Governo de direita, sob fachada socialista, e ao mesmo tempo fazer alianças com o Partido que o sustenta? O que é insustentável é o facto de, ao mesmo tempo que de dentro do PS surgem vozes críticas que se juntam às vaias populares, o Bloco de Esquerda, movimento que se constituiu para “correr por fora” das cadeiras do poder, não tenha resistido à tentação da “governabilidade”. O mandato anterior de Sá Fernandes mostrou que não é necessário ter pelouros ou fazer alianças para influenciar as políticas autárquicas, quando não se está de acordo com a maioria camarária. Assim deveria ter continuado o eleito do Bloco de Esquerda, cumprindo o princípio fundamental da política de alianças do Partido, que é o de nunca fazer alianças com a Direita ou com quem pratique políticas de Direita.
José Sá Fernandes é o protagonista público deste triste episódio, mas a responsabilidade política cabe por inteiro à direcção do Bloco de Esquerda, nomeadamente à Comissão Política, que conduziu o processo negocial nas costas da Mesa Nacional, a cujos membros se tinha expressamente comprometido a manter informados.
A direcção do Bloco justificou perante a Coordenadora Concelhia de Lisboa o acordo (aprovado por uma maioria de dois votos) com a teoria de que António Costa tinha aceite os seis pontos fundamentais apresentados pelo Bloco. Também isto não é verdade, como se pode constatar de seguida, comparando três dos pontos mais debatidos na campanha eleitoral e verificando como as propostas assertivas do Bloco se transformaram num “nim” no acordo com o PS. Com a agravante de o Bloco se comprometer a aprovar os Planos e Orçamentos, exactamente como temos criticado a outras forças de Esquerda.

Feira Popular / Parque Mayer
Proposta BE - Uma posição clara contra a permuta dos terrenos da Feira Popular e do Parque Mayer.
Acordo BE/PS - Reavaliação dos terrenos da Feira Popular e do Parque Mayer, de forma a fundar uma nova e esclarecida posição da Câmara em relação à permuta efectuada, no caso de se concluir pela existência de irregularidades e/ou o prejuízo do interesse público.

Empresas Municipais
Proposta BE - Extinguir a EMEL e a EMARLIS, acabar com as 3 SRU’s e a GEBALIS, integrando os seus objectivos numa EPUL reestruturada e virada para a reabilitação.
Acordo BE/PS - Extinção da EMARLIS, reavaliação das Sociedades de Reabilitação Urbana, da GEBALIS e da EMEL, procedendo às adequadas operações de integração, fusão ou extinção.

Zona Ribeirinha
Proposta BE - Impedir novas urbanizações na frente ribeirinha, nomeadamente na Docapesca e entre o Terreiro do Paço e Santa Apolónia.
Acordo BE/PS - A Câmara exigirá que qualquer intervenção na frente ribeirinha, nomeadamente em Pedrouços (actual Docapesca) e na zona entre Santa Apolónia e Cais do Sodré, seja precedida de aprovação pela Câmara Municipal de Lisboa, após amplo debate.

Da análise do conteúdo das propostas do Bloco e do acordo firmado o que se pode concluir é que foi o Bloco que aceitou o programa do PS e não o inverso. Como consequência do acordo firmado, os signatários reprovam publicamente a actuação da Comissão Política do Bloco de Esquerda, e apelam a todos os bloquistas, nomeadamente aos que aprovaram a moção de Francisco Louçã, para que exijam da direcção do Bloco uma política que cumpra os desígnios de uma “esquerda socialista como alternativa ao governo Sócrates”, respeitando desde logo o título da moção maioritária. Porque ser alternativa ao governo Sócrates implica a afirmação de uma oposição firme e combativa ao PS, nas suas declinações nacionais ou locais.


Subscritores: João Delgado, Gil Garcia, Isabel Faria, António Grosso, Daniel Arruda, Flor Neves, Valério Silva, Teresa Alpuim, João Pascoal, Gabriela Mota Vieira, Daniel Martins, Carlos Ordaz, membros da Mesa Nacional e Eduardo Henriques, membro da Comissão de Direitos

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Quinta-feira, Julho 19

Até breve.

Este blog teve origem no processo de debates da V Convenção do Bloco de Esquerda. Da Convenção resultou a eleição de 12 elementos desta corrente para a Mesa Nacional, onde participamos na definição da linha política do movimento.
Nestas novas circunstâncias, optámos por alterar o modelo de comunicação e debate com os bloquistas, e por esse motivo encerramos o blog e iniciaremos uma presença na Web de outro tipo, de que daremos notícia depois de férias.
Até lá, um abraço a todas e todos que aqui manifestaram as suas concordâncias e discordâncias, neste espaço que marcou um momento de viragem no debate interno do Bloco.
Entretanto, podem contactar-nos para alterbloco@gmail.com.

Todos na luta, em todas as lutas!

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Segunda-feira, Julho 9

O teu voto faz falta!


Nem Sócrates nem Costa, em Lisboa vota Bloco!


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Quinta-feira, Junho 28

Resolução da reunião da Mesa Nacional

23 de Junho de 2007

1. A primeira tarefa: a campanha de Lisboa

A campanha "Lisboa é Gente", conduzida pelo independente José Sá Fernandes à frente da lista do Bloco de Esquerda, é a primeira prioridade do movimento para as próximas semanas. A apresentação de alternativas programáticas e a mobilização de propostas para responder à crise municipal têm conduzido a campanha e, nestas semanas que decidem a eleição, o Bloco empenhar-se-á no reforço da mobilização popular.

2. As respostas do grupo parlamentar à agenda do governo:

A Mesa Nacional define as seguintes posições na actividade parlamentar:

1. O Bloco rejeita o novo modelo de carreiras da Função Pública, que consagra a precarização dos vínculos contratuais e a afirmação do regime de contrato individual, destruindo direitos e definindo um modelo de serviço dependente do autoritarismo e da dependência dos trabalhadores, inserido na estratégia de ataque aos serviços públicos e de redução do papel do Estado às funções de soberania, segurança e justiça.

2. O Bloco condena a criação das listas de supra-numerários da Função Pública, em particular no Ministério da Agricultura, abrindo a via para os despedimentos que o governo pretende promover.

3. O Bloco opõe-se ao regime jurídico do ensino superior, que prevê a destruição do modelo de gestão democrática com a participação de professores, estudantes e funcionários, e a desagregação de algumas da universidades, a favor da instituição de entidades com um regime de gestão privado e dependente de entidades financiadoras, criando assim um ensino superior público de primeira e outro de segunda categoria.

4. O Bloco combate a privatização da empresa Estradas de Portugal, transformada em Sociedade Anónima com a integração de capitais privados, estabelece uma concessão prolongada com a tutela de todas as estradas nacionais, e garante a sua rentabilidade com a atribuição de uma taxa obtida a partir do imposto pago pelos automobilistas. Este modelo de privatização favorece os interesses instalados no sector, nomeadamente os do Grupo Mello, desagrega o serviço público, constituindo um truque orçamental para efeitos de ocultação do défice.

5. O Bloco opõe-se aos projectos de novos modelos de financiamento do serviço nacional de saúde, sejam eles baseados na redução dos benefícios fiscais sem contrapartidas, sejam os que se promovem o aumento das taxas moderadoras e a instituição do regime de pagamentos directos. Trata-se de mais um ataque aos princípios da universalidade e gratuitidade do SNS e à responsabilidade do Estado na garantia do direito à saúde e à protecção na doença.

6. O Bloco regista o recuo do governo no dossier OTA e reafirma que é indispensável considerar alternativas a esta localização. No mesmo sentido, rejeita a privatização da ANA. O Bloco apresenta também uma alternativa ao modelo de traçado e de financiamento do TGV, recusando o desvio de uma parte de impostos para garantir a rentabilidade excepcional do concessionário.

3. A intervenção do Bloco de Esquerda

O Bloco de Esquerda tem desenvolvido as seguintes acções e determina as seguintes iniciativas, na sequência das deliberações da sua Vª Convenção:

1. O Bloco contestou a repressão e ameaças contra os trabalhadores da Carris e do Metro que participaram na greve geral. O Ministério dos Transportes é inteiramente responsável por estas manobras de intimidação e só a pressão do Bloco e dos sindicatos conseguiu fazer recuar o governo e a administração da Carris.

2. O Bloco promoveu ou colaborou com a organização de iniciativas de informação e de mobilização sobre a crise palestiniana e sobre a luta do povo do Sahara e da Frente Polisario, e continuará a desenvolver acção internacionalista nestas e noutras frentes do combate à guerra e ao Império. Em particular, o Bloco denuncia a crise entre o governo e a presidência da Autoridade Palestiniana e a guerra civil, e condena a intervenção dos governos dos EUA e de Israel para instrumentalizar esta crise, transformando-a numa nova derrota dos direitos fundamentais do povo palestiniano.

3. O Bloco saúda a realização, hoje, da Marcha de Orgulho LGBT, que contesta as discriminações e que apresenta uma agenda da igualdade, que apoiamos. O Bloco promove na sociedade agendas anti-discriminatórias e incorpora na acção Parlamentar propostas legislativas contra o ódio LGBTfóbico e pelo acesso de todos a direitos iguais.

4. O Bloco organiza, de 31 de Agosto a 2 de Setembro, o "Socialismo 2007", um forum de debates de ideias sobre política nacional e internacional, história e cultura. Essa iniciativa é aberta a toda a esquerda.

5. O Bloco realizará durante os meses de Julho, Agosto e Setembro uma campanha de esclarecimento, informação e mobilização sobre as alterações climáticas. Durante o mês de Agosto, realizar-se-ão ainda comícios em várias localidades do país para apresentar as políticas da esquerda socialista.

6. A campanha pelo SNS e pela defesa e modernização dos serviços públicos iniciar-se-à no Outono, devendo ser definida pela próxima reunião da Mesa Nacional.

4. O Conselho Europeu e os novos Tratados

Na madrugada de hoje, os primeiros-ministros dos 27 Estados membros da União Europeia concluíram um acordo sobre a crise institucional decorrente da rejeição do projecto de Tratado Constitucional por franceses e holandeses. Os termos desse compromisso não são ainda inteiramente conhecidos. Mas, à luz do documento proposto pela presidência alemã e das conclusões vindas a público, a Mesa Nacional do Bloco de Esquerda afirma, desde já, o seu empenho na batalha por um referendo sobre a substância do compromisso agora produzido.

As questões da democracia, das relações entre a União e a soberania dos Estados, e da consistência entre os valores proclamados e as políticas inscritas na ordem jurídica da UE, devem ser submetidas a veredicto popular. Os povos não podem ser excluídos da decisão, sob pena de se agravar o fosso existente entre as instituições e os cidadãos. A democracia e o projecto europeu não dispensam mais o protagonismo dos povos. Como todos os referendos realizados sobre o defunto Tratado Constitucional demonstraram, não existe, em matéria europeia, coincidência entre a vontade popular e a dos eleitos. Nestas circunstâncias, a legitimidade da ratificação a observar só pode ser a dos povos.

Tudo indica que entre as conclusões não escritas do Conselho Europeu, conste a decisão de não proceder a ratificações por via referendária. É inaceitável. Porque revela o medo como os líderes europeus olham para os respectivos povos. E porque as linhas gerais do compromisso alcançado representam uma nova capitulação face aos sectores mais conservadores e reaccionários da Europa. O Conselho Europeu escolheu recauchutar um Tratado condenado, de modo a salvar a sua substância. Nessa engenharia, transforma o que já era mau, num projecto ainda pior.

Os líderes europeus abdicaram de proceder à simplificação legislativa dos Tratados. Pelo contrário, somam um novo Tratado aos já existentes.

Insistem na ordem económica liberal e num sistema de poder onde é decisivo o peso de um Directório de governos de grandes países. Abandonaram a ideia de Constituição para salvarem as políticas que ela consagrava.

Os líderes europeus adoptam como sua a posição dos sectores mais agressivos do neo-liberalismo no tocante à carta dos Direitos Sociais. A sua inclusão no Tratado Constitucional, tinha o valor de um sinal, por muito que os direitos que consagrasse fossem limitados, além de contrariados por inúmeras outras disposições presentes no texto. Mas se agora se mantêm os constrangimentos e limitações, a sua imperatividade foi abandonada por imposição britânica.

Finalmente, os líderes europeus consolidam um sistema de poderes onde o centro de decisão continua, no essencial, a ser inter-governamental e, neste, dependente do poder de bloqueio de um directório de quatro países. Uma Europa ao ritmo da vontade dos governos, está condenada a marcar passo. Nem responde aos anseios de quantas e quantos vivem na União, nem tem capacidade para afirmar uma política externa independente dos Estados Unidos da América. Dependente da unanimidade entre os governos, a UE só terá política externa quando concorde com Washington. A instituição de um alto representante dependente da unanimidade dos governos, nada altera a esta realidade.

Sem se atacarem as raízes do mal-estar que atravessa a Europa, não se ultrapassará o divórcio entre os cidadãos e as instituições europeias. Sem mudarem as políticas, a Europa não estará à altura das suas responsabilidades. Se para os líderes europeus, a prioridade são as condições de funcionamento e decisão, para os europeus, as preocupações são o desemprego, a precariedade, a redução de direitos sociais e a ansiedade com que olham para um futuro onde se multiplicam todos os factores de insegurança. As decisões agora tomadas agravam este divórcio e marcam um novo recuo do projecto europeu. O Bloco de Esquerda procurará mobilizar a sociedade portuguesa para o referendo europeu, em nome da urgência de uma refundação do projecto europeu sob bases mais democráticas e de elevada intensidade social e ambiental.

(aprovada por unanimidade)

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Sexta-feira, Junho 22

Petição contra o novo Regime Jurídico do Ensino Superior

Petição online contra o novo Regime Jurídico das Instituições do Ensino Superior(RJIES), que visa retirar estudantes e funcionários da gestão das Universidades e Escolas Superiores, abre a porta à privatização do Ensino Superior e induz o fim da liberdade de ensino e investigação.

A petição pode ser assinada em petitiononline e o documento do novo Regime Jurídico das Instituições do Ensino Superior (RJIES) pode ser lido aqui.

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Segunda-feira, Junho 18

Um novo partido anticapitalista em França?

Fonte Yahoo France.

Mesmo com o peculiar sistema eleitoral francês, a vitória de Sarkozy não foi tão retumbante como se anunciava. De qualquer forma, a UMP conseguiu 314 dos 577 lugares, o PS 185 e o PCF 15. A extrema-esquerda (LCR, LO, etc) fica novamente de fora do Parlamento. A única boa notícia é que a Frente Nacional de Le Pen também não elegeu qualquer deputado.
Em relação a 2002 os comunistas perdem 4 lugares, o PS ganha 50 e a UMP perde 41.

Em comunicado, a LCR considera que o actual sistema transforma as legislativas numa réplica das presidenciais, apesar de os resultados revelarem que os eleitores mostraram o primeiro aviso a Sarkozy, face ao anúncio de políticas anti-sociais.
A LCR afirma ainda que é tempo dos trabalhadores contarem com um partido fiel aos seus interesses, tal como a UMP é fiel ao patronato (MEDEF). Deste modo, a LCR declara que consagrará todos os seus esforços nos próximos meses à construção de um partido anticapitalista que se afirme como uma esquerda de combate.

Vídeo de Olivier Besancenot na France 2: "la gauche ne peu gagner qu'à condition de s'assumer idéologiquement, politiquement et socialement".

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Domingo, Junho 17

Solidariedade com os trabalhadores ocupantes da Cipla


Na passada quinta-feira centenas de activistas de movimentos sociais e delegações estrangeiras manifestaram-se em Joinville, Brasil, em solidariedade com os mil trabalhadores que ocupam e controlam a fábrica Cipla há mais de cinco anos.

Notícia Centro de Media Independente

"Cipla recebe apoio nacional e internacional

Nessa quinta-feira(13) passada uma manifestação pelo fim da intervenção judicial-militar na Fábrica ocupada Cipla reuniu centenas de pessoas em Joinville, de diversas entidades e movimentos sociais, incluindo uma delegação internacional. Entre as representações nacionais, destacam-se a da Federação Nacional dos Ferroviários (e seus sindicatos, como o de Bauru, MT, MS, SE, BA, Tubarão e PR), a CUT/SC, Sintrasem, Sind Têxteis e Rodoviários de Blumenau, Sind Quim do Vale dos Sinos (RS), trabalhadores da Fábrica Ellen Metalúrgica (Caieiras/SP), MST, MTST, estudantes e funcionários da ocupação da reitoria da USP, entre outros.

Dos delegados internacionais: da Argentina, Eduardo Murua, do Movimento Nacional de Empresas Recuperadas, expressou sua solidariedade. Do Paraguai, César Gonzáles, representou duas fábricas sob controle operário e transmitiu o apoio da CUT-Autêntica. Da Venezuela, Francisco Rivero, trouxe uma forte mensagem solidária da Freteco (Frente de Empresas Tomadas e em Co-gestão) e avisou que o governo do presidente Hugo Chávez não irá manter o acordo comercial que existe entre a Pequiven (estatal do ramo químico) e a Cipla, se a empresa brasileira permanecer sob intervenção judicial.

A campanha internacional também se estende à Inglaterra, Grécia, Dinamarca, México, Espanha, Áustria, Bélgica e Alemanha. Nesses locais foram feitas protestos nas embaixadas brasileiras pedindo uma solução que atenda os/as trabalhadores/as."

Mais informação em http://www.tiremasmaosdacipla.blogspot.com/

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Sábado, Junho 16

Mas quem é o partido?

Bertolt Brecht

Mas quem é o partido?
Ele fica sentado numa casa com telefones?
Os seus pensamentos são secretos, as suas decisões
Desconhecidas?
Quem é ele?

Nós somos ele.
Tu, eu, vocês – nós todos.
Ele veste a tua roupa, camarada, e pensa com a tua cabeça.
Onde moro é a casa dele, e quando tu és atacado
Ele luta..

Mostre-nos o caminho que devemos seguir, e nós
O seguiremos consigo, mas
Não siga sem nós o caminho correto
Ele sem nós
É o mais errado.
Não se afaste de nós!
Podemos errar, e você pode ter razão, portanto
Não se afaste de nós!

Que o caminho curto é melhor que o longo, ninguém
Nega
Mas quando alguém o conhece
E não é capaz de mostrá-lo a nós, de que serve
A sua sabedoria?
Seja sábio conosco!
Não se afaste de nós!

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Sexta-feira, Junho 15

Contra a precariedade, em Braga

Notícia do Esquerda.net
Passagem de curtas-metragens e debate sobre precariedade, em Braga.
Com João Teixeira Lopes, Alfredo Maia, Tiago Silva e André Soares
Braga, 22h, Estaleiro Cultural Velha-a-Branca
Organização: FERVE (Fartos d`Estes Recibos Verdes)


O FERVE - Fartos/as d'Estes Recibos Verdes vai promover um debate no próximo Sábado, dia 16 de Junho, às 22h00, no "Estaleiro Cultural Velha-a-Branca", situado no Largo da Senhora-a-Branca, 23, em Braga.

Haverá projecção de duas curtas-metragens:

- "Precárias à Deriva", 20 minutos. Espanha.
- "A Triste Verdade", 12 minutos. Michael Moore. EUA.

Entre os filmes, decorrerá uma tertúlia, com as presenças de:

- João Teixeira Lopes: docente da Univeridade do Porto e ex-deputado do Bloco de Esquerda;
- Alfredo Maia: dirigente do Sindicato dos Jornalistas;
- Tiago Silva: Associação dos Bolseiros de Investigação Científica;
- Moderação de André Soares, do FERVE.

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Terça-feira, Junho 12

Estudantes ocupam escolas no Chile


"Numa espiral cada vez mais ascendente de mobilização, 16 escolas da região metropolitana de Santiago do Chile foram ocupadas por estudantes do secundário. Desta vez os estudantes estão mais atomizados do que no ano anterior, no que respeita a uma organização centralizada, tendo esta sido substituída por uma organização de base enraizada nos próprios conselhos de curso.
As ideias força desta mobilização são basicamente quatro: o fim da municipalização, a derrogação da LOCE (Lei Orgânica Constitucional do Ensino), a gratuitidade do transporte escolar e o fim da prova de selecção no acesso à universidade.
Doze escolas ocupadas foram já desalojadas pela polícia. Por ordens expressas dos municípios e do Ministério da Educação com o intuito que o movimento não ganhe a mesma força que no ano passado. Os meios de comunicação social têm jogado um papel central na desinformação posicionando-se contra as mobilizações estudantis."
Notícia Indymedia

Informação actualizada da luta dos estudantes chilenos em http://www.movimientoestudiantil.cl/

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Segunda-feira, Junho 11

A "democracia" uninominal

Sistema eleitoral francês

"Os deputados são eleitos por escrutínio majoritário em dois turnos. Para ser eleito deputado, o candidato deve obter:

- no primeiro turno, a maioria absoluta dos votos válidos e um número igual a um quarto do número de eleitores inscritos;
- no segundo turno, a maioria absoluta é suficiente e, em caso de empate, é eleito o candidato mais velho. Para apresentar a candidatura no segundo turno de escrutínio, o candidato deve ter obtido um número de votos de pelo menos 12,5% do número de eleitores inscritos."

Daqui resulta que com 40% dos votos na primeira volta a UMP provavelmente chegará a 75% dos lugares na Assembleia Nacional, enquanto o PS com 25% alcançará 17% dos lugares e o PCF com 5% terá 1,7% dos deputados. Por tudo isto o sistema maioritário é tão do agrado dos partidos do centrão em Portugal, que o procuram introduzir com pézinhos de lã, a coberto da tal "proximidade" dos eleitos com os eleitores.

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Domingo, Junho 10

Resultados das eleições legislativas em França

Tal como indicavam as sondagens, são péssimas as notícias que vêm de França. Nas projecções, com metade dos votos contados, a "extrema-esquerda" tem 3,4%, o PCF 4,10, o PS 24,9, e a UMP de Sarkozy 39,5, o que equivalerá a 440 dos 577 lugares da Assembleia Nacional.


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Sábado, Junho 9

Milhares de trabalhadores chineses em greve enfrentam a Polícia

Também na China os trabalhadores não se resignam face à exploração e param o trabalho, reclamando melhor trabalho. A polícia da ditadura deteve 100 trabalhadores "para interrogatório".
A luta dos trabalhadores chineses pela melhoria das suas condições de trabalho é factor determinante para o sucesso da luta dos trabalhadores de todo o mundo. Por isso a nossa solidariedade empenhada é essencial.

Yahoo Notícias
"Pequim, 9 jun (EFE).- Milhares de trabalhadores, em sua maioria mulheres, de uma fábrica da província de Cantão enfrentaram centenas de policiais após uma greve de 10 dias em protesto contra as longas jornadas de trabalho, informou hoje o jornal "South China Morning Post", de Hong Kong.
Na sexta-feira, os policiais foram enviados à fábrica de Baolishun, na cidade de Shenzhen, onde os grevistas se negavam a encerrar a paralisação. Pelo menos 100 trabalhadores foram detidos para interrogatório, segundo o jornal.
A fábrica de Baojin já foi a maior fabricante de árvores de Natal de plástico do mundo. Ela emprega cerca de 10 mil pessoas, acrescentou a mesma fonte.
Os diretores da empresa não quiseram dar declarações. As autoridades locais culparam "uns poucos indivíduos" de organizar a greve e instigar a multidão contra a Polícia."

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Trabalhadores da segurança privada lutam por direitos

Blog PETIÇÃO VIGILANTES

"PORQUÊ UMA PETIÇÃO

Os trabalhadores da segurança privada sofrem arbitrariedade das suas entidades patronais. Os problemas são imensos, e alguns, contados, até custa a acreditar. Mas é a verdade da exploração a que nos submetem.
Esta iniciativa é para ajudar a dar mais visibilidade aos trabalhadores, e à sua luta. É iniciada por vigilantes que são sócios, delegados e dirigentes de vários sindicatos. Entre nós há militantes de vários partidos. Estamos ao lado de todos os que lutam pelos nossos direitos e por isso estamos ao lado dos sindicatos.
A iniciativa é apenas contra a exploração que nos fazem, contra a passividade, até da Inspecção de Trabalho.
A petição quer pressionar a Assembleia da República a discutir a nossa situação, para que se tomem medidas.
Queremos dar mais visibilidade aos nossos problemas, à nossa classe.
Damos a cara, sabe-se quem somos. Estamos a tentar lutar.
Junta-te a nós!"

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Assim não.

"Vozes da Convenção" recolhe, "ao acaso e sem preocupações de representatividAde", depoimentos de muitos delegados. Curiosamente Esquerda.Rádio praticamente só conseguiu encontrar apoiantes da Moção A, alguns deles bem conhecidos e destacados candidatos à Mesa Nacional. Não ficou bonito este retrato radiofónico da nossa Convenção plural...
Acresce a reprodução dos "sons das intervenções de Luís Fazenda, que defendeu a Moção A, vencedora das teses aprovadas, e de Francisco Louçã, do discurso de encerramento da Convenção".
Bem, o discurso de encerramento é óbvio, Francisco Louçã fala pelo Bloco e não pela Moção A, mas se Esquerda.Rádio decidiu reproduzir a apresentação de uma Moção deveria tê-lo feito em relação a todas.

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Sexta-feira, Junho 8

A informação do Esquerda.net

Na Convenção debateu-se, ao de leve, o conteúdo informativo do portal Esquerda.net. Nós defendemos na altura que as notícias não poderiam pretender ser neutras, enquanto um dos responsáveis do portal, Carlos Santos, considerou que o actual modelo é o adequado, separando informação de opinião.
Vejamos a título de exemplo excertos de duas notícias de hoje:

"Afeganistão: militares portugueses foram alvo de emboscada
(...)
Portugal tem cerca de 150 militares no Afeganistão, às ordens da força internacional da NATO. 140 destes militares pertence à Brigada de Reacção Rápida do Exército e os restantes são controladores da Força Aérea."

"Pensões baixam 40% em Portugal, segundo OCDE
(...)
Segundo o estudo da OCDE, as alterações permitirão melhorar a sustentabilidade do sistema da Segurança Social e reduzir os gastos do Estado."

Então e não seria correcto incluir nestas notícias a posição do Bloco sobre a presença portuguesa no Afeganistão ou a reforma da Segurança Social? Tratam-se de matérias de grande importância e, na nossa opinião, notícias pretensamente objectivas sobre estes temas acabam por confundir os leitores sobre o posicionamento do Bloco de Esquerda.

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Quinta-feira, Junho 7

Sinistra Critica: a esquerda da Refundação Comunista


A Sinistra Critica é uma corrente da Refundação Comunista que contesta a participação no Governo Prodi.

"Il Congresso non è più rinviabile

Dichiarazione di Flavia D’Angeli, Sinistra Critica, dell’esecutivo nazionale del Prc

La discussione odierna della direzione nazionale del prc mostra lo stato di crisi e confusione del gruppo dirigente del partito a fronte della grave sconfitta elettorale delle amministrative e del più complessivo logoramento di rifondazione comunista a causa delle politiche del governo.

Alle difficoltà della fase la segreteria risponde accelerando nella direzione del soggetto unitario della sinistra, annunciando la presentazione di liste unitarie già nella primavera del 2008, avviando di fatto lo scioglimento del prc, e alimentando ulteriori illusioni sulla possibilità che il governo recuperi un profilo politico e sociale in sintonia con il mondo del lavoro e le classi popolari.

Di fronte a questo quadro ribadiamo la necessità di coinvolgere l’intero corpo del partito nella discussione e nel bilancio, fallimentare, della partecipazione al governo convocando al più presto un congresso straordinario, che non può certo essere sostituito da improbabili consultazioni di massa alle feste di liberazione, come invece propone il segretario.

Solo recuperando la propria missione di critica alle politiche liberiste e di guerra, che lo stesso governo porta avanti, il Prc potrà uscire dalla crisi verticale che lo sta investendo, facendogli pagare il prezzo della delusione e del malcontento che le politiche del governo Prodi hanno prodotto nel mondo del lavoro, nei movimenti sociali, nelle soggettività sociali che dovremmo invece rappresentare.

Roma, 4 giugno 2007"

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Ipsis verbis - Ordem liberal?

Jorge Costa, em artigo de opinião no Esquerda.net:

"O movimento alterglobalização foi o mais poderoso sinal de esperança ao longo destes seis anos. Ele está vivo e actuante, um pouco pelos cinco continentes. Hoje, em Rostock, dezenas de milhares de pessoas mostram-no de novo. O próximo Fórum Social Mundial está marcado para Belém do Pará, em 2009. Mas a desaceleração do último período deve ser compreendida também à luz de uma desmoralização à esquerda, resultante das experiências governamentais brasileira e italiana. A presidência Lula no berço do FSM, ou o governo Prodi (que inclui a Refundação Comunista, força propulsora do movimento, de Génova ao primeiro Fórum Europeu, em Florença) são experiências de continuidade com a ordem liberal."

Pois são. E que conclusões extrair daí? Continuamos a fazer partido (PEE) com quem participa em "experiências de continuidade com a ordem liberal"? Perplexidade...

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Quarta-feira, Junho 6

Isto é uma vergonha!


Queixa do Bloco à ERC em Esquerda.net

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Domingo, Junho 3

Resultados da eleição para a Mesa Nacional

Moção A - 62 (77,5%)
Moção C - 12 (15%)
Moção B - 4 (5%)
Moção D - 2 (2,5%)

A nossa moção tinha eleito 11% dos delegados, conseguindo assim mais 4% na eleição para a Mesa Nacional. Como anunciado na Convenção, solicitaremos a regulamentação do direito de tendência, previsto nos estatutos.
Sobre a continuidade deste blog não está ainda qualquer decisão tomada, aguardamos também a opinião de quem nos visita.

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Sexta-feira, Junho 1

O debate continua em Lisboa

Durante dois meses apresentámos e debatemos aqui a nossa moção. Com a caixa de comentários aberta aos bloquistas, recebemos muitas opiniões concordantes e discordantes em relação à nossa proposta. Nem uma ficou por publicar, a nenhuma faltou a nossa resposta.
O debate fica agora entregue aos delegados eleitos para a V Convenção, que será transmitida em directo:
"O Esquerda.net fará a transmissão directa de três momentos da V Convenção do Bloco de Esquerda, que se realiza este fim de semana no Fórum Lisboa. No sábado, às 11h20, transmitiremos a abertura do debate político, com a intervenção inicial dos representantes das quatro moções apresentadas à discussão; às 19h30, transmitiremos o encerramento deste debate. No domingo, a partir das 13 horas, será transmitida a sessão pública de encerramento da Convenção."
Depois da Convenção voltaremos para um balanço e perspectivar a nossa actuação futura no seio do Bloco.
Agradecemos a todos os apoios, críticas e sugestões e pedimos desculpa por algum momento menos feliz, o que é inevitável no imediato da blogosfera.

Até breve,
A Moção C

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Quarta-feira, Maio 30

Ipsis verbis 10 - PEE, novo sujeito político europeu?

O Sujeito político europeu
Luís Fazenda - Abril 2003 (artigo publicado em a comuna nº 1)

"Fausto Bertinotti, secretário da Refundação Comunista de Itália, desenvolto e assertivo, lançou o repto numa reunião de partidos, em Florença em Novembro de 2002: vamos fazer um partido europeu de esquerda alternativa?
A pergunta teve eco. No entanto, as respostas foram pigarreadas e inconclusivas. Parece assim que a desconfiança cimenta as reacções imediatas. Ressalvando a extemporaneidade do modo, propondo uma união de facto sem que os parceiros se conheçam, a questão faz sentido e merece um debate alargado. Um "sujeito político europeu" (para usar a expressão de Fausto), partido ou algo próximo, será possível? Será válido? A "via rápida" sugerida precisará talvez de um estudo de impacte ambiental.
(...)
Contudo, só recentemente se pode falar de um 'partido europeu' como facto possível, empurrado por vontades plurinacionais, encarado como necessário na luta social e política, oriundo de bases representativas, assente num esforço geral de referências comuns.
Digamos a verdade: este impulso não nasceu à esquerda. Provém originariamente do sistema.
(...)
Mas não se pode fingir ignorância. O Tratado de Nice obriga o PE (e outros órgãos) à elaboração do Estatuto dos partidos políticos europeus. E tudo indica que a UE virá a favorecer, talvez mesmo a obrigar, a médio prazo, a que se apresentem candidaturas de partidos europeus ao PE, secundarizando candidaturas de partidos nacionais.
Quer isto intuir que, embora a passo de caracol, a burguesia tomou a dianteira na constituição de partidos supra-nacionais.
(...)
Necessariamente, uma aliança de partidos europeus não se funda numa qualquer moral genérica, antes numa plataforma de intervenção. Alguns pontos parecem suportar este impacto. A dissolução da NATO e a recusa do exército europeu, o combate à guerra imperial e à dominação das transnacionais, a denúncia e a oposição ao neoliberalismo, a enorme valorização dos movimentos sociais e da sua autonomia, são discriminantes adquiridas. Contudo, outras fazem falta para caboucar a solidez do projecto. Refiro-me à necessidade de uma posição colectiva clara de não participar ou apoiar os chamados governos 'social-liberais', mais à moda de Jospin ou Guterres, de primar pela igualdade dos estados e das nações sem estado, a reciprocidade entre partidos democráticos e plurais, a projecção em estratégia de um processo popular constituinte europeu, o sublinhado de uma europa socialista como meta, o que não diminui a ênfase numa etapa de democratização contra as actuais instituições de Nice."

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Greve Geral


(Foto de Paulete Matos, do Esquerda.Net)

Já aqui deixámos a nossa posição sobre a Greve Geral. A sua importância e a sua justeza.
Já aqui questionamos o seu calendário. Já aqui alertámos para os desafios novos de uma Greve Geral em tempo de precariedade extrema. E para os moldes como a mobilização é feita. Já aqui manifestámos a nossa preocupação sobre o impacto da Greve no sector privado.

Amanhã será a hora de fazer balanços. Da Greve e das tentativas do Governo de calar e de reprimir o descontentamento e a luta dos trabalhadores.

Contra a politica neo-liberal do Governo. Contra o desemprego. Contra o trabalho sem direitos. Contra a precariedade. Contra a perda de poder de compra dos trablhadores. Contra o Código de Trabalho. Contra a Flexisegurança. Contra o encerramento dos serviços públicos. Por uma resposta política e radical às políticas anti-sociais do Governo, hoje é hora de estar em Greve.

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Terça-feira, Maio 29

Rectificação: Nota à Imprensa do BE

Pedro Sales fez-nos chegar a nota à imprensa relativa aos resultados da Convenção, e afirma que a direcção não declarou que os resultados foram iguais aos de 2005.
Para nós basta a palavra de um camarada, que valorizamos mais do que uma notícia.
É ainda de realçar que a nota que se segue tem incorrecções nas percentagens, que foram posteriormente corrigidas no esquerda.net.

"Nota à imprensa

Vª Convenção do Bloco de Esquerda
Terminado o processo de eleição de delegadas e delegados

Decorreram durante este fim de semana a maior parte das eleições distritais de delegadas e delegados para a Vª Convenção do Bloco de Esquerda, por voto secreto em urna. No fim de semana anterior tinham-se realizado as eleições de Setúbal, Braga, Viseu, Portalegre e Beja.

Estas eleições concluem um processo de debate que levou à publicação de todas as moções apresentadas de um boletim com todos os textos apresentados pelos aderentes para o debate, à realização de debates entre todas as moções em todos os distritos, e ainda à publicação no jornal do Bloco e na sua rádio-internet de entrevistas com todas as moções.

No conjunto do país, foram eleitos cerca de 600 delegadas e delegados. A Moção A elegeu cerca de 80% desses delegados, tendo as três restantes Moções eleito 20% (aproximadamente 3% a Moção B, 14% a Moção C, 3% a Moção D). Os primeiros signatários das moções são respectivamente Francisco Louçã, Helena Carmo, António Grosso e Paulo Silva.

(Nota: resultados corrigidos, faltando ainda apurar Évora - "Foram eleitos 615 delegadas e delegados, dos quais 505 pela Moção A (82%), 66 pela Moção C (11%), 20 pela Moção B (3,2%), 14 pela Moção D (2,3%) e 10 por listas não vinculadas (1,5%).")


A Convenção reúne-se nos próximos sábado e domingo, discutindo e votando as moções de orientação política no sábado e alterações aos Estatutos no domingo . As listas para a direcção são votadas por voto secreto durante a tarde de sábado e a manhã de domingo, sendo os resultados conhecidos na sessão de encerramento que decorre a partir das 13h de domingo."

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Segunda-feira, Maio 28

As pessoas e os números...

O Público online (entre outros) divulga uma nota do BE, segundo a qual "Na IV Convenção, em 2005, a «moção da maioria» tinha conseguido resultados semelhantes, elegendo 80% dos delegados e reunindo 80% dos votos na reunião magna dos bloquistas."
Estes dados não correspondem à realidade, pelo que aguardamos desmentido com os números verdadeiros.

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Delegados eleitos pela Moção C

Em apenas 2 meses a Moção C conseguiu apresentar listas que disputaram a eleição de 423 delegados (de um total de 635). Elegemos 67 delegados, o que corresponde a 16% do total desses concelhos / distritos em que apresentámos listas *, traduzindo a afirmação dentro do Bloco de uma corrente alternativa. Que está a crescer.

Delegados eleitos pela Moção C

Lisboa Concelho - 18 (19% do total de delegados)
Amadora - 4 (31%)
Sintra - 1 (6%)
Oeiras - 4 (24%)
Vila Franca - 1 (20%)
Almada - 3 (14%)
Seixal - 3 (27%)
Évora - 1 (25%)
Faro - 4 (18%)
Porto - 3 (4%)
Braga - 5 (14%)
Coimbra - 10 (37%)
Leiria - 6 (30%)
Santarém - 2 (8%)
Açores - 2 (11%)

* Em Viseu apoiantes da Moção C integraram um plataforma local que elegeu 8 delegados.

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Sexta-feira, Maio 25

"Bloco quer nova maioria para governar Coimbra" - Esquerda.net

"O Bloco manifestou a disponibilidade para dialogar com as forças políticas e movimentos cívicos que queiram constituir uma alternativa "consistente e plural" ao executivo PSD/PP, apelando igualmente aos vereadores da oposição para não aprovarem as alterações ao PDM com que Carlos Encarnação quer agora contornar a sentença que anulou o licenciamento ilegal de construção de habitações em espaço destinado a equipamentos colectivos."

Do Manifesto para Uma Alternativa (que antecedeu a Moção C):

"Discutir no plano local a formação ou consolidação de maiorias de esquerda, a nível de concelho e de freguesia, sempre com base em plataformas políticas apresentadas de forma transparente aos cidadãos, como compromisso absoluto na gestão autárquica."

Do blog da Moção A:

""Formar e consolidar" maiorias de esquerda nas autarquias?
Onde, se faz favor? Em Braga? Em Sesimbra? No Seixal? Em Setúbal? Desculpem, mas perguntar não ofende. Foram os camaradas da Moção C que vieram a terreiro propor “consolidar” as maiorias de esquerda. Tenham a bondade de nos explicar onde, como e porquê. Estamos certos de que acreditam e defendem o que escrevem."


Nem um mês depois da pergunta da Moção A, o Bloco em Lisboa e em Coimbra discute a formação de maiorias de esquerda. Exactamente como nós pensamos que é correcto. Esclarecendo que explicitámos que as maiorias de esquerda seriam sempre formadas com base em programas sem cedências às políticas de direita do governo Sócrates e suas réplicas a nível local, o que exclui acordos com o PS.
A Moção A trouxe a questão autárquica para este debate, agora aguardamos que confirmem terem mudado de posição e que aceitaram como boa a nossa proposta como a orientação política do Bloco.

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Evolução do barómetro Marktest


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Quinta-feira, Maio 24

Adenda a Francisco Louçã

Em resposta ao nosso último post, o blog da A introduziu uma adenda ao artigo de opinião de Francisco Louçã, publicado no Esquerda.net. É bom sinal. O debate político começa a trazer resultados práticos.

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Greve Geral não precisa de cartazes?

"Uma greve geral não pode depender de uma ordem partidária. O sindicato não é de nenhum partido, se é de todos os trabalhadores. A greve precisa de juntar toda a força. Precisa de reuniões nas empresas, e não de cartazes colados nas paredes. Precisa de ouvir e fazer falar os trabalhadores, não de ordens. A greve só pode ser construída a partir de baixo, não pode ser empurrada a partir de cima."
Francisco Louçã, artigo de opinião no Esquerda.net

Estamos em desacordo parcial com esta opinião de Francisco Louçã. A greve deve ser "construída a partir de baixo", e por isso consideramos que para a mobilização se "exige que o Bloco e os seus militantes intervenham nas empresas e locais de trabalho e que também saiam para a rua" *.

Mas é também "necessário que se desenvolva um clima de campanha: com a edição de uma folha do BE para apelar à Greve Geral, com a edição de um cartaz nacional a colocar em ‘outdoors’, e com a disponibilidade das principais figuras públicas do BE estarem em acções de agitação e de apelo à participação na greve como forma de luta contra o governo Sócrates e a sua política" *.

Porque um partido que recolhe a simpatia no voto de centenas de milhares de trabalhadores tem que estar presente ao seu lado na mobilização para o sucesso da Greve Geral. Tem que estar nas empresas e nos locais de trabalho, com os seus militantes, mas também nas ruas com o folheto de propaganda, nas paredes e nos outdoors com o apelo directo à greve e com a assumpção clara de que o Bloco está na luta por "Uma greve para falar de todo o descontentamento", como diz Francisco Louçã.

* Artigo de opinião de António Grosso e João Pascoal, Debates 2

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PROTEGER AS NOSSAS FLORESTAS COMBATENDO O NEGÓCIO DO FOGO

ANDRÉ SILVA

Cerca de um terço do território português está ocupado por florestas, mas todos os verões a tragédia bate a porta... e a culpa continua a morrer solteira.
A política nacional desastrosa, relativamente aos fogos florestais, evidenciou o laxismo e cumplicidade com que os sucessivos governos PSD/PP e PS lidaram e lidam com este problema, e negócio de milhões associado.

Além da tragédia humana inerente, das perdas materiais volumosas e do património biológico perdido, hoje sabe-se que cerca de 25% das emissões de gases com efeito de estufa (GEE) provêm dos incêndios. Os incêndios provocam também indirectamente um aumento dos níveis de ozono (O3) na camada mais superficial da atmosfera (troposfera) onde o ozono é prejudicial para a saúde humana, sobretudo doenças respiratórias, além de este gás actuar, neste nível da atmosfera, como um G.E.E.

(...continua...)

No entanto, outras substâncias libertadas pelos incêndios , como por exemplo o brometo de metilo (CH3Br), provocam a destruição da camada de ozono na alta atmosfera (estratosfera) onde o ozono, além de ser inócuo para a saúde humana, é imprescindível para a protecção das radiações ultravioletas. Lutar contra os incêndios também é lutar por uma redução da emissão de G.E.E.

Os responsáveis pelos sistemáticos fogos nas florestas portuguesas não são as populações, que se batem muitas vezes heroicamente contra os fogos, mas em muitos casos são provocados para alimentar todo o negócio em torno dos incêndios.

- É fundamental que o Estado disponha de capacidade logística de combate aos incêndios, para que não se alimente o negócio privado, que ganha todos os anos milhões com a desgraça das populações e das florestas. Nesse sentido, o Estado deveria sobretaxar as empresas que comprovadamente todos os verões ganham milhões com os incêndios, para investir exclusivamente no combate aos mesmos.

- Que se empregue parte da população desempregada, nomeadamente os jovens, para que ao longo do ano se limpem as nossas florestas, prevenindo assim efectivamente a intensidade dos incêndios nos verões seguintes. Esse investimento no emprego de milhares de pessoas será compensado, com o que se poupará em tragédias humanas e despesas directas e indirectas associadas aos incêndios (destruição de madeira, aluguer de aviões, perdas na biodiversidade, turismo, etc.).

- A monocultura, sobretudo de espécies vegetais exóticas (ex: eucalipto) também facilita a ocorrência de incêndios, além de representar uma perda de biodiversidade importante para a o país. Esta opção permite aos silvicultores, muitas vezes detentores de terrenos pequenos, obter um maior retorno em termos financeiros, o que é significativo quando no nosso país os salários e as reformas médias são claramente insuficientes. O estado deve apoiar monetariamente em particular os pequenos silvicultores que optarem por espécies vegetais naturais do nosso território.

- O resultado dessa limpeza (ramos, folhas secas, etc) constitui uma forma de energia renovável (utilização da biomassa) que também poderia ser aproveitada.

Outra vantagem destas medidas é que permitiriam criar emprego por todo o país de uma forma perfeitamente descentralizada. Dessa forma também se poderia ajudar a combater a desertificação do interior.

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Quarta-feira, Maio 23

O BLOCO NA PRIMEIRA LINHA DOS CONFLITOS SOCIAIS

SADIK HABIB

CENA 1:
Outubro de 2005. Na continuidade da luta contra a privatização de uma companhia marítima francesa, a equipagem corsa amotina-se tomando o controlo de um navio e desviando-o rumo a Bastia, onde 500 militantes do Sindicato dos Trabalhadores Corsos travam uma batalha de rua com as forças policiais. Pouco depois forças da unidade de elite da gendarmarie assalta o navio para o retirar do controlo dos trabalhadores em rebelião.

(...continua...)

CENA 2:
Durante uma semana inteira, no início de Março [de 2007], os defensores de uma Casa da Juventude, a Ungdomshuet, lugar simbólico da contracultura europeia vendida pelo novo executivo municipal, resistiram e entregaram-se a uma verdadeira guerrilha contra as forças policiais. Por seu turno, as autoridades dinamarquesas não hesitaram em apelar a especialistas policiais de outros países da Europa, que acorreram de bom agrado para observar um modelo de repressão contra qualquer futuro motim urbano.1

CENA 3:
No dia 25 de Abril de 2007, 33º aniversário da Revolução que depôs o fascismo, algumas centenas de pessoas participam em Lisboa numa manifestação anti-autoritária e anti-fascista, pretendendo protestar contra a reemergência na cena pública da extrema-direita, contra o aumento do desemprego e da precariedade social. Após o seu término no Largo de Camões, um grupo de manifestantes desce a Rua Garrett, onde acabam por ser cercados por batalhões da polícia de choque que os espancam brutalmente e sem qualquer justificação. Doze pessoas foram presas e destas algumas agredidas já depois de detidas.


Os tempos que correm têm-se revelado pródigos na demonstração de elementos sintomáticos para percebermos os tempos que aí vêm. A manutenção da existência das classes dominantes e do sistema imperialista numa época de capitalismo tardio e decadente tem vindo a revelar claramente a sua incompatibilidade com a manutenção dos direitos e das condições de vida conquistadas ao longo da segunda metade do século XX. A fragilidade da saúde dos mercados financeiros exige a progressiva canibalização mercantil de todos os domínios da existência social; implica o aumento do custo de vida, assim como o crescimento das taxas de desemprego,